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Atraso na fala infantil: quando observar, quando investigar e o que pode influenciar

Se você já se perguntou “será que meu filho está falando pouco?”, saiba que você não está sozinha. Essa é uma das dúvidas mais comuns na maternidade — e também uma das que mais geram ansiedade.

Cada criança tem seu tempo. Mas também é verdade que existem sinais que merecem atenção e, principalmente, acolhimento e orientação profissional quando necessário.

Aqui não é sobre pânico. É sobre informação + observação + cuidado.


Primeiro: atraso de fala raramente tem uma única causa

Na maioria das vezes, é um conjunto de fatores:

  • desenvolvimento individual

  • estímulo do ambiente

  • questões auditivas

  • fatores neurológicos

  • histórico familiar

  • oportunidades de comunicação

E, muitas vezes, não existe “culpa” de ninguém. Existe apenas desenvolvimento.


Possíveis fatores ligados ao atraso de fala

Neurodesenvolvimento

  • TEA (autismo)

  • TDAH (em alguns casos pode impactar comunicação)

  • Apraxia de fala infantil

  • Atraso global do desenvolvimento

  • Outras questões neurológicas

👉 Importante: atraso de fala não significa automaticamente autismo.


Audição

Muito mais comum do que as pessoas imaginam.

Pode incluir:

  • Perda auditiva leve

  • Otites de repetição

  • Líquido no ouvido

Se a criança não escuta bem, ela recebe menos estímulo sonoro para reproduzir.


Ambiente e estímulo

Aqui entra a vida real mesmo:

  • Dar tudo antes da criança pedir

  • Muito tempo de tela

  • Pouca conversa direta no dia a dia

  • Pouco contato olho no olho

  • Adultos que “adivinham” tudo

E aqui vai um ponto importante:

👉 Isso não é sobre culpa. É sobre consciência e ajustes possíveis.


Questões motoras orais

  • Hipotonia oral

  • Coordenação dos músculos da fala

  • Freio de língua curto (em alguns casos)


Genética

Sim, isso existe.

Às vezes:

  • Pai falou mais tarde

  • Mãe falou mais tarde

  • Irmãos falaram mais tarde


Fatores do início da vida

Nem sempre, mas pode influenciar:

  • Prematuridade

  • Baixo peso ao nascer

  • Intercorrências no parto


Saúde geral

Não costuma ser causa isolada, mas pode influenciar:

  • Anemia importante

  • Deficiências nutricionais


Meu toque pessoal (de mãe para mãe)

Vou abrir meu coração aqui.

Meu primeiro filho demorou para “soltar” as palavras. Ele sempre se comunicou MUITO bem — gestos, apontar, olhar, interação…Mas frases… demoraram mais.

Alguns pediatras falaram algo que me marcou:

👉 “Por volta dos 3 anos ele pode destravar.”

E foi exatamente o que aconteceu.

Depois dos 3 anos, mudou muitoooo. Começou a falar mais, formar frases, se expressar melhor.

Mesmo assim, levamos no fonoaudiólogo. E ele faz fono até hoje para ajudar em alguns fonemas de algumas letras que ele ainda tem dificuldade.

E está tudo bem.

Fono não é fracasso.

É apoio.

É desenvolvimento.


Quando procurar ajuda profissional?

Se você sentir no coração que algo merece ser avaliado — procure.

Pode começar pelo pediatra. E muitas vezes ele pode encaminhar para:

  • Fonoaudiólogo

  • Otorrino

  • Exame auditivo

👉 Exame auditivo é comum.

👉 Investigar é cuidado, não é exagero.


Sinais que merecem avaliação (não diagnóstico, atenção)

Vale conversar com profissionais se:

  • Não balbucia perto de 1 ano

  • Não fala palavras perto de 1 ano e meio

  • Não junta palavras perto de 2 anos

  • Parece não entender comandos simples

  • Perde habilidades que já tinha


O que ajuda MUITO no dia a dia

Coisas simples fazem diferença enorme:

✔ Conversar olhando no olho

✔ Narrar o que está fazendo

✔ Esperar a criança tentar se comunicar

✔ Brincar de faz de conta

✔ Reduzir telas


Um abraço de mãe para mãe

Se você está preocupada, respira.

Nem sempre atraso significa algo sério. Mas também não precisamos “esperar demais” com medo de investigar.

Cuidar é observar.

Cuidar é buscar informação.

Cuidar é pedir ajuda quando necessário.

Você não está exagerando por querer entender melhor seu filho.

Você está sendo mãe.

E isso já diz muita coisa.


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